“Ashtanga” não se resume apenas em Ashtanga.

Quando estudamos formalmente a filosofia do yoga, nos deparamos com uma concepção de que existem diferentes tipos, linhas ou escolas de yoga. Assim como as seis escolas tradicionais ortodoxas onde dentre elas esta o “Yoga” advinda de Sri Pattanjali. E consequentemente consideramos cada pratica ou seguimento estando separado por essas classificações. Por exemplo, no Bhagavad Gita Krishna aborda diferentes “yogas” como karma, buddhi, raja, bhakti e jnana. Mas com um pouco de entendimento o estudante sincero entende que não são vários seguimentos ou tipos de yoga, mas sim, diferentes aspectos de uma unica concepção que é a conectividade da alma infinitesimal (eu) com a alma suprema ( Deus) através de um processo de auto-descoberta interior do individuo no qual transita desde valores, meditações, estudos, postura do ser  perante o seu meio que o cerca e por ai vai… E vai Longe!

O que ressalto aqui, é que numa unica busca, existem aspectos diferentes, mas ainda continua sendo um único caminho. Mesmo que aparentemente se bifurque em conceitos.

Sim, são abordagens diferentes, por isso, a necessidade de “varias” yogas de acordo com o nível de envolvimento, entendimento e realização de cada espiritualista.

O que eu, Junior, venho notado dentro da minha pequena experiencia nessa pratica de “asanas” é que, uma vez que levada a serio dentro da disciplina, método e um professor experiente e honesto. O “ashtangui” adquiri qualidades que muitas vezes são oriundas de linhas distintas do ashtanga. Por exemplo:

Ashtanga não é a priori Karma Yoga! Mas a maturidade da pratica nos coloca em Yama e Nyama de forma que nossas ações estão sempre voltadas a serviço de algo maior do que nosso ego ou nos mesmos.

Ashtanga não é a priori Bhakti Yoga! Mas a maturidade da pratica nos coloca numa relação de devoção no método, que limpa os venenos do nosso coração nos tornando mais amáveis e conectados através do amor.

Ashtanga não é a priori Jnana Yoga! Mas a maturidade da pratica nos faz realizar a teoria devido a experiencia pratica da disciplina de diarimente lidar com a busca de si mesmo junto com a nossa luz e sombra contida no nosso ser, sendo impossível realizar através de palavras e livros.

Ashtanga não é a priori Buddhi Yoga! Mas a maturidade da pratica elimina as camadas mais grosseiras do praticante permitindo que sua mente se mantenha forte e fixa no discernimento entre o que gera sofrimento ou libertação para si mesmo.

Ashtanga Yoga não é a priori Hatha Yoga! Pois suas raizes não estão diretamente ligadas aos Nathas Yoguis da idade média da India, mas esta diretamente ligada a Vamana Rsh, nada mais que um grande representante das linhagens de yoguis fidedignos na historia cronológica do Yoga.

E por fim, ashtanga yoga é Raja Yoga, pois o próprio Patanjali afirma nos seus ensinamentos que mais tarde comentado por Vyasa que os membros mais profundos do Ashtanga são o Raja Yoga, pois é a yoga praticada com maior profundidade.

A ideia desse texto esta longe de comparar ou superiorizar o método de outros tão eficazes quanto, mas sim, levar para os leitores uma fragrância de profundidade de uma pratica tão poderosa, profunda e fidedigna.

Continuo unindo as mãos no centro do peito, no inicio e fim de minha pratica, pois sei que o ritual dos asanas é a porta de entrada para as  ‘Yogas” mais profundas dentro de mim.

Quem vai comigo?

Junior (Jay Gauranga)

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