Concepção

O yoga como processo, faz com que o praticante transite em momentos de profundidade e concepção da pratica como um todo. A afirmação de Patanjali de que “o yoga é o controle das flutuações da mente” se traduz na pratica de asanas como:

” o asana é a ferramenta de limpeza do excesso”

Vivemos numa realidade onde os estímulos sensoriais junto com estilo de vida faz com que o acumulo de excesso fisiológico e emocional nos conduz a se tornarmos recipientes cheios de “vritts” flutuações mentais. Um ponto básico no Bhagavad-Gita é o entendimento de que a interação entre os sentidos, com os objetos dos sentidos faz com que nossa mente e suas flutuações coloque nosso ego numa condição de apego, limitando a compreensão de uma relação mais profunda com o que esta ao nosso redor. Quando Sri Patanjali coloca que o pensamento do yogui não é preto e nem branco, significa que “vritts” o acumulo de pensamentos mesmo que seja dentro de um estilo de vida saudável e atraente, também pode se tornar um excesso fazendo com que o aluno/praticante/yogui se limite a um olhar menos profundo de alguns pontos como:

*Por que praticar yoga

*Onde quer chegar com o yoga

*Em que etapa você esta agora com seu processo de yoga

O resultado do yoga como melhora e qualidade de vida, uma vez que levado a serio e tendo um bom professor, é inegável e real. Mas ainda é primário quando entendemos  que o yoga propõe mudanças numa esfera de maior profundidade.  Costumo dizer para meus alunos, que a procura por melhoras na condição de saúde e bem estar, é um brinde ou consequência de um processo que tem como prioridade a quietude da mente, para elevação da consciência e realização de Deus (Ishvara). Quando olhamos para o yoga como um meio de quietação e paz interior, faz com que nos de norte para sabermos como nossas atitudes e mentalidade esta no momento presente.

Os asanas são a ferramenta, mas o verdadeiro resultado é a quietação! Pois é no silencio da mente que mora a libertação dos Kleshas (sofrimentos fisico e principalmente emocionais). Entendendo esses pontos básicos, mas importantes na filosofia do yoga nos ajuda e se prontificarmos de maneira correta nesse estilo de vida tão lindo do yoga, que não se resume apenas em andar de bicicleta, comer orgânicos e fazer self em redes. Isso é legal e faz parte, claro. Mas é parte de um todo maior e profundo. Não é preciso avanço e pureza no yoga, a priori; mas é preciso saber onde quer chegar, para que possamos trilhar com a certeza de que estamos no caminho certo. A desistência é normal entre muitos, por que muitas vezes o caminho foi trilhado com a expectativa de chegar em samadhi (iluminação) sem o entendimento de que a quietação é total, e não apenas externa. O estilo de vida é ótimo, mais ainda está numa camada externa.

Estamos vivendo num momento tecnológico em que podemos expor e se conectar com pessoas e informações que talvez nunca teríamos a oportunidade de ter acesso.  Isso é lindo, mas é preciso ter o cuidado de mantermos a jóia da quietude interna em equilíbrio uma vez que é nesse lugar que mora o verdadeiro yoga.

Exercito isso em minha pratica de ashtanga yoga, por exemplo, muitas vezes me deparo com um excesso de esforço para conseguir executar o asana de tal maneira que meu corpo está tenso e criando rigidez, assim minha consciência afirma para minha mente: acalme, apenas respire, ouça e deixe fluir. E é nessa quietude que acho o sukha (espaço e conforto) para execução do asana, que até então estava rígido e difícil. Enfim.

Vou esticar meu tapete. Abraço e paz.

Junior (Jay gauranga)

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