A busca.

Em algum lugar, sem espaço e escuro

Na companhia de minhas questões

Quem sou, de onde vim, e principalmente, pra onde vou?

Existe vida após esse lugar? existe luz?

Acolhido por uma voz externa na qual vinha imbuída de sentimento e carinho, acolhimento

Uma voz que me passava segurança e conforto

Meses se passaram, e faleci em algum momento

Foi intenso e abrupto, sentia algo me expulsando sem respeitar meu desejo de ficar, do medo  que me aguardava após; medo de ser o fim, medo do novo talvez

Mas a luz se manifestou, e um mundo novo se pôs perante meus olhos entre abertos

Descobri o espaço e o movimento, descobri minha autonomia para expressar o que sentia, e a autonomia de gesticular como eu mesmo queria.

No inicio a dificuldade de adaptação, até a respiração era um exercício

O tempo qualifica e caleja o individuo

Com sorrisos e lagrimas acreditamos  ser o que o espelho reflete como falsa verdade

Mas…

O ciclo se renova, e tudo novamente esta em mim..

Sem espaço, sem ar e a escuridão do meu próprio ser ao meu lado

E a grande diferença é, não tenho a voz acolhedora nesse momento

Por que os gritos incansáveis da minha mente, junto com os desejos intensos do meu coração bloqueiam o contato com algo mais profundo em mim.

Será novamente um sinal de mais uma morte?

Ou apenas sintomas de ser mais um doente ou vitima de um sistema assassino de alma que vivemos na atualidade

Tempos se passaram, e novamente outro “falecimento de mim mesmo”

Uma sala quente, o som de diferentes respirações como uma sinfonia agradável

O movimento unido com minha respiração gera calor, que me purifica e gera espaço

Como se a luz partisse de dentro de mim mesmo

Sinto meu coração pulsar e a presença de meus reais sentimentos, mesmo que seja ruis, mesmo que seja pensamentos não desejados, mas são verdadeiros e meus.

Pois aceitando o que é meu, fica mais fácil de identificar e segregar

Sinto no mantra OM a voz de acolhimento, e a confiança de que nasci novamente

É o mesmo mundo de sempre

Mas com um novo olhar, uma nova forma de se relacionar, um novo sentido ao que chamamos de ciclo

É a maturidade da alma!

É a nova vida baseada em disciplina que gera liberdade

A observação e estudo que nos molda como seres conscientes e presentes

E principalmente a entrega ao Divino, que conforta nosso coração em que nunca há fim, e sim o começo de um novo ciclo

Obrigado yoga…

Jay (Jay Gauranga)

 

 

 

 

 

 

 

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